A Migre Tech desenvolveu uma nova forma de apoiar o aquecimento de aviários: módulos suspensos que trabalham com ventilação forçada, controle proporcional e distribuição térmica direcionada. O MAF-R15, módulo resistivo de 15 kW, complementa o sistema atual e gera uma operação mais controlável, segura e mensurável.
Nos últimos 40 anos, o frango de corte se transformou por completo. A genética encurtou a criação e disparou o ganho de peso. A nutrição passou a atender a exigência de cada fase. A sanidade e a biosseguridade profissionalizaram a granja. E a ambiência saiu do galpão de cortina e ventilação natural para o climatizado de pressão negativa, com exaustores, placa evaporativa, inlets e controlador.
No meio de toda essa transformação, uma coisa ficou para trás: a forma de aquecer. A maior parte dos aviários ainda aquece como há 30 ou 40 anos — fornalha a lenha e campânula a gás —, com chama, fuligem, abastecimento manual e nenhum dado de consumo.
A Linha MAF da Migre Tech nasceu para mudar esse paradigma. A forma como o MAF-R15 aquece o ambiente — o ar e a cama — e a maneira como coopera com a ventilação são resultado de quase 4 anos de pesquisa a campo, em aviários de diferentes produtores e integrações, com diversos protótipos testados até chegar a esta solução.
No frio, o avicultor vive um conflito diário. A ave precisa de calor para não gastar energia se aquecendo — quando ela gasta, sobra menos para o crescimento, e ganho de peso e conversão pioram. Ao mesmo tempo, o galpão precisa de ventilação o tempo todo, mesmo no frio, para tirar umidade, amônia e gases como CO₂ e monóxido de carbono. O problema é que ventilar leva embora o calor, e aquecer do jeito tradicional briga com o fluxo de ar.
A ventilação mínima é obrigatória mesmo no inverno para controlar umidade, amônia e gases tóxicos como CO₂ e monóxido de carbono. Mas cada renovação de ar carrega para fora o calor que você acabou de gerar.
Nos dias mais quentes do lote, sistemas tradicionais de aquecimento tendem a desperdiçar combustível: funcionam por histerese, ligando em bloco até ultrapassar o setpoint para só então desligar, aquecendo mais do que o necessário a cada ciclo. O controle proporcional do MAF-R15 funciona de forma contínua — lógica semelhante à de um controlador PID industrial — ajustando a potência entregue em tempo real conforme a demanda térmica, o que tende a levar o consumo de energia ao mínimo necessário nesses períodos.
O ar quente se acumula no teto, longe das aves. Fornalha e campânula aquecem, mas boa parte desse calor fica parada lá em cima, e é levada para fora do galpão quando a ventilação entra.
O aquecimento convencional sopra ar quente que muitas vezes corre contra o fluxo de ventilação do aviário, criando zonas desuniformes em vez de calor parelho na cama.
A Linha MAF foi projetada justamente para resolver esse equilíbrio: em vez de brigar com a ventilação, o MAF-R15 aproveita o ar quente que já subiu até o teto, reaquece e devolve na altura das aves — trabalhando no mesmo sentido do fluxo de ventilação do galpão.
Imagem ilustrativa.
O conceito da Linha MAF considera o fluxo de ar do aviário. O objetivo é movimentar e direcionar calor de forma coerente com a estratégia térmica da pinteira, reduzindo conflitos de fluxo e apoiando a uniformidade do ambiente.
Parte do ar aquecido tende a subir e se acumular nas regiões superiores. O MAF-R15 utiliza ventilação forçada para movimentar esse ar, passar pelo banco de aquecimento e devolvê-lo de forma direcionada para a região de atuação das aves.
O MAF-R15 pode trabalhar em conjunto com fornalhas a lenha, pellet, briquete, cavaco, gás ou outras soluções já instaladas, entrando como apoio térmico nos momentos em que o aviário mais precisa.
Em vez de operar apenas em liga/desliga, o MAF-R15 ajusta a entrega de calor conforme a demanda térmica, oferecendo mais precisão, eficiência e menor custo operacional.
O IHM do MAF-R15 exibe a temperatura do ambiente, o setpoint configurado e a potência entregue ao banco resistivo, permitindo acompanhar a operação diretamente no local — sem depender de aplicativo ou acesso remoto.
A Linha MAF trabalha com ventilação forçada para movimentar o ar dentro da região de atuação do equipamento, passar esse ar pelo sistema de aquecimento e devolvê-lo de forma direcionada para a pinteira. No MAF-R15, o aquecimento ocorre por banco resistivo com controle proporcional de potência. Em aplicações com mais de um módulo, os equipamentos podem ser configurados em sequência, favorecendo o aproveitamento do calor já entregue no ambiente e criando uma estratégia térmica mais eficiente.
O MAF-R15 foi pensado para operar em ambiente avícola com camadas de segurança elétrica e operacional. As resistências só são liberadas em condição segura de ventilação, e o sistema conta com proteção contra sobretemperatura, monitoramento da condição do ventilador, alarmes operacionais e automação própria.
Proteção contra sobretemperatura
Bloqueio das resistências sem ventilação segura
Monitoramento da condição do ventilador
Alarmes operacionais e de segurança
Painel próprio com IHM local
Sondas próprias e operação independente do controlador existente
Os módulos da Linha MAF são instalados de forma suspensa, em posição definida conforme o projeto térmico do aviário. O MAF-R15 fica suspenso no teto entre os usos, livre para o manejo do produtor, e é rebaixado com facilidade na hora de aquecer — sem ficar carregando e realocando equipamento a cada lote.
Equipamento recolhido junto ao teto não atrapalha o manejo diário pós uso, a limpeza, nem a circulação durante o vazio sanitário.
Desce para a posição de operação com facilidade, a cerca de 0,60 m da cama — na altura certa para aquecer o lote.
Posição fixa elimina o trabalho repetido de tirar, guardar e reinstalar o aquecedor.
Lenha, pellet, briquete, cavaco, gás — todo aquecimento tradicional depende de um insumo comprado de fora, a um preço que o produtor não controla. E esse insumo é um dos maiores custos da atividade, além de exigir mão de obra constante para abastecer e operar.
A experiência da Migre Tech em energia fotovoltaica aplicada à avicultura permite enxergar o aquecimento como parte de uma estratégia energética maior. Quando a propriedade possui geração solar on-grid, o MAF-R15 abre caminho para comparar o custo do aquecimento elétrico com os sistemas tradicionais e evoluir para uma operação mais previsível e controlável.
Em muitas granjas, a capacidade de geração fotovoltaica já instalada está no limite. Mas hoje a ampliação de um sistema fotovoltaico — com controle de carga e armazenamento de energia — já pode ter viabilidade financeira, a depender do projeto e da unidade consumidora. E um dos maiores custos do período de aquecimento não é só o combustível: são também os motores da própria fornalha, que consomem energia elétrica durante todo o lote. Ao reduzir o consumo de biomassa ou gás e também o consumo elétrico dos sistemas convencionais, o MAF-R15 libera uma economia que pode ser somada à ampliação, adequação ou modernização da geração própria já existente — criando uma condição de aquecimento mais eficiente e de menor custo operacional do que a atual, com menos dependência de mão de obra e de manutenção dos sistemas convencionais. Não à toa, a própria FAEP aponta a eficiência energética e a automação como caminho para reduzir os custos variáveis do setor.
A Migre Tech atua desde 2020 com soluções de eficiência energética e ambiência para avicultura. Com mais de 400 aviários atendidos com sistemas fotovoltaicos on-grid nas regiões Norte e Noroeste do Paraná, a empresa conhece a realidade energética e operacional dos produtores integrados. A Linha MAF nasce dessa vivência de campo e de quase 4 anos de desenvolvimento em aquecimento elétrico aplicado à avicultura — e foi assim que chegamos ao MAF-R15.
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